No vídeo abaixo, pode ser conferido novos testes desempenho:
Inicialmente após construir, o motor apresenta picos de 1860 rpm em rotação livre. No dia seguinte, em um novo teste, não passou os 1820 rpm. Uma semana depois, após um reparo no cilindro frio, iniciou-se uma novela, não passou dos 1700 rpm e assim a cada teste piorava até ficar em picos de 1350 rpm.
Minha primeira desconfiança, estava no pistão deslocador e
nos mancais.
Então resolvi fazer a troca do pistão deslocador, que agora
passou de 25 mm para 35 mm de comprimento, assim eliminando a área morta (10
mm) existente do projeto anterior, veja na fig. 1. Novamente caiu para 1400 rpm, porém o torque
ficou maravilhoso, mesmo mantendo os mesmo cursos para cada pistão. Então de fato
estava comprovado, não havia problemas com o pistão deslocador.
Resolvi trocar os mancais (moedas fig. 2) de 5 centavos pelas de 10
centavos e piorou ainda mais, máximo 1350 rpm e constantes de 1220 rpm! Com
essa alteração, novamente confirmei que eu estava no caminho errado.
Eu já estava ficando frustrado, quanto mais alterava, pior
era o desempenho. Sinceramente, tinha vontade de colocar o motor no armário de
tanta decepção!
O torque era o melhor de todos os meus motores de latinhas, mas não alcançava a incrível velocidade
inicial.
Algum efeito físico, aerodinâmico, ou problema térmico do
material estava ocorrendo, o atrito dos novos mancais em baixa rotação é
aparentemente parecido como um rolamento, fuga de ar praticamente não existia
para um motor caseiro! E ainda não havia uma explicação de concreto para o
temido problema! Se motor não tivesse atingido 1800 rpm nos primeiros testes,
eu não estaria encafifado.
O meu amigo Elton, comentou se esse problema poderia ser
decorrente do cilindro quente (fig. 3)! Passei a analisar o comentário de Elton e em
partes fazia sentido, pois foi o primeiro motor onde não usei uma lata da marca
Coca Cola como cilindro quente! Então desmontei novamente e fiz um novo
cilindro quente.
Fiz os testes e finalmente a solução do temido problema!!!
Neste primeiro teste, o motor atingiu 1700 rpm, caindo até
1550 rpm e após de dois minutos em funcionamento, passou a funcionar em
constante de 1600 rpm.
Como havia relatado, eu troquei o cilindro quente por um
novo, porém ao desmontá-lo, entortei a haste do pistão deslocador, e constatei
algo desagradável. Com o rápido movimento do pistão deslocador, a lã de aço
compactou-se e soltou-se da haste, ou seja, o pistão tem 35 mm de comprimento,
mas a lã se encontrava somente com 27 mm de comprimento e o restante transformou-se em uma
lacuna aberta. Outra vez fiz um novo pistão deslocador e fixei uma chapinha no meio do
pistão, para resolver esse novo problema, decorrente da alta velocidade.
Os resultados com gerador estão descrito abaixo, sendo que a
temperatura da água variava entre 65 até 75°C.
Então realizei os primeiros testes com o gerador, com o novo o pistão deslocador de 35 mm de comprimento.
4 leds
1179 rpm 3,89 V . 0,083 A
= 0,32 Watts
10
leds 1130 rpm 3,43 V . 0,043 A = 0,30 Watts
30 leds 1180
rpm 3,31 V . 0,092 A = 0,30 Watts
Rotação livre, picos 1830 rpm e constantes 1600 rpm!
Este motor apresenta um desempenho melhor que a versão
anterior (1600 RPM), tanto em velocidade, torque e potência.
Tenho vontade de medir a potência mecânica do motor, mas
preciso primeiro uma mini balança de precisão. Este motor simples está com
desempenho impressionante, da gosto de vê-lo em funcionamento!
Agora cheguei ao limite deste projeto simplificado, ainda
existe possibilidades de melhorias no desempenho, mas é necessário alterar
muitas coisas, dificultando a construção. Tenho uma leve desconfiança, que este
projeto com um gerador adequado, seria possível produzir até 0,50 Watts. Também quero fazer um outro teste, com dois geradores simultaneamente, sugestão sugerida por Miro!
Existem inúmeras outras possibilidades de alteração:
- reforçar o virabrequim;
- dois volantes para estabilizar o motor;
- rolamentar o virabrequim;
- alterar o fundo do cilindro quente;
- alterar o curso do pistão de trabalho;
- substituir o diafragma por uma seringa de vidro 50 ml;
- fazer o balanceamento dos pistões;
- aperfeiçoar o fluxo de ar no forninho;
- fazer novos testes com um novo tipo de lamparina, para
testar o limite de fundição do cilindro quente;
- instalar buchas no cabeçote, para aumentar a resistência;
- estudar uma maneira de resfriar o primeiro cabeçote;
- instalar uma bomba de água;
Principais medidas:
- Curso do pistão deslocador: 20 mm = 1800 RPM
- Comprimento do pistão deslocador: 35 mm;
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm ou 16 mm;
- O primeiro cabeçote com 60 mm de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata suporte que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm;
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm de diâmetro;
Lista dos materiais >>>
Principais medidas:
- Curso do pistão deslocador: 20 mm = 1800 RPM
- Comprimento do pistão deslocador: 35 mm;
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm ou 16 mm;
- O primeiro cabeçote com 60 mm de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata suporte que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm;
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm de diâmetro;
Lista dos materiais >>>
Agradeço a todos que acompanham essa trajetória,
Atenciosamente Leandro Wagner.