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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Conceito teórico do motor Stirling, para trabalhos escolares



Este blog tem como finalidade ajudar as pessoas que possuem interesse em construir seu próprio motor Stirling caseiro ou mesmo auxiliar em trabalhos escolares.


História:


Manual do motor Stirling, Robert Stirling, inventor 1816 e escocês
(Robert Stirling)
Imagem fornecida pelo
Eziel Vieira

O motor Stirling foi inventado em 1816 pelo pastor escocês Robert Stirling, visto na (fig. 1), auxiliado por seu irmão engenheiro. O objetivo foi construir um mecanismo mais seguro em relação ao motor a vapor, pois eram constantes as explosões trágicas ocorridas com as precárias caldeiras da época. O motor Stirling funciona com pressões relativamente baixas, usando de ar (ou outro tipo de gases) confinado no interior do motor, proporcionando maior segurança.

Em 1818, o primeiro motor foi construído para bombear água numa pedreira e aperfeiçoado em 1843 para utilização em uma fundição.






Como funciona o motor:


Este motor utiliza um gás como fluído de trabalho, que pode ser (por exemplo) ar, gás Hélio ou Hidrogênio. Seu funcionamento é baseado na variação do volume deste gás segundo a variação da temperatura que este é submetido, ou seja, o gás expande quando aquecido e contrai quando resfriado. É constituído por duas câmaras de diferentes temperaturas que aquecem e resfriam o referido gás de forma alternada, provocando expansão e contração, o que faz movimentar dois êmbolos ligados a um único eixo. Este tipo de motor funciona com um ciclo termodinâmico composto por 4 fases e executado em 2 tempos:

1-2 - Compressão isotérmica

2-3 - Aquecimento isocórico

3-4 - Expansão isotérmica

4-1 - Arrefecimento isocórico

Nos modelos mais simples é usado o ar atmosférico como fluído de trabalho, sobretudo nos caseiros. Em versões de maior potência, podem ser usados gases como Hélio ou Hidrogênio, normalmente submetidos a pressões de até 200 Bar (2900 PSI) no interior do motor, o que permite chegar a uma eficiência energética de até 45%, superando facilmente os tradicionais motores de combustão interna, como aqueles movidos a gasolina ou diesel, que possuem uma eficiência entre 20% e 30 %. Esses gases de alta condutividade térmica, absorvem energia térmica (calor) com maior rapidez e têm menor resistência ao escoamento (menor fricção do gás pelo caminho que percorre dentro do motor), refletindo em um maior desempenho. Trata-se de uma máquina de ciclo fechado, onde o fluido de trabalho nunca deixa o interior do motor. O emprego da água consiste para o resfriamento da parte superior do cilindro (lado frio), evitando que sobre aquecimento e mantendo maior diferença de temperatura possível entre as duas câmaras.

Este vídeo explica o funcionamento básico do motor:





Vantagens deste motor:


-> Pode ser alimentado por qualquer tipo de fonte de calor, o que inclui a queima dos mais variados combustíveis, (gás natural, óleo combustível, biomassa, diesel, gasolina, álcool, entre outros), mas também a possibilita o aproveitamento do calor proveniente de fontes de energia limpa como a luz solar ou a energia geotérmica;
-> Apresenta uma operação silenciosa - o que torna uma ótima opção para a produção de energia em embarcações navais durante à noite;
-> Também surpreende pela sua simplicidade, pois não há necessidade do uso de válvulas;
-> Baixo desgaste interno, baixo consumo de lubrificante e pouca manutenção;
-> Eficiência global em torno de 40%, o que pode tornar o motor Stirling competitivo com outras tecnologias;
-> Cerca de 25 mil horas de funcionamento até o final da vida útil;
-> Pode ser empregado também na produção de eletricidade em locais onde há boa incidência solar, com a construção de parques repletos de estruturas parabólicas ou mesmo em pequenas instalações residenciais, visando o consumo próprio. O motor transforma o calor do sol em energia mecânica, acionando um gerador para a produção de eletricidade. Deste modo, complementa a produção de energia justamente no período quente do dia (período de grande consumo), devido ao aumento do uso de aparelhos de ar condicionado.



Desvantagens deste motor:


-> Alto custo de fabricação, além da dificuldade em manter o gás confinado pressurizado no interior do motor considerando a existência de peças móveis como os pistões nos cilindros. É necessário a adoção de eficientes trocadores de calor, tanto para o aquecimento quanto para o resfriamento do motor. Somente nessa condições é possível ter um motor altamente eficiente;
-> Normalmente possuem lentas aceleração e desaceleração. Em gerar, são motores ditos de pequena densidade energética, ou seja, possuem grande tamanho para dada potência, o que torna difícil sua aplicação em automóveis;
-> Outros problemas podem aparecer quando utilizados combustíveis que deixam resíduos como carvão, diesel, gasolina. Entre os principais destacam-se ferrugem, alcatrão e partículas, que podem reduzir a eficiência do trocador de calor.



                     Ver lista >>>                                                Ver tutorial do motor simples >>>    


Como aumentar a velocidade do motor em latas de alumínio para 1600 RPM >>>






Confira a lista de materiais de outros modelos de motores Stirling:


Manual do motor Stirling, gama, caseiro 700 rpm
Confira a lista deste modelo>>>


Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Gama" feito em latas de spray!


Ver lista>>>










Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Gama" feito em latas de cerveja!











Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Alfa" simples, feito com seringas de vidro!









   Manual do motor Stirling, Alfa, 1500 rpm caseiro
Confira a lista deste modelo>>>


Confira a lista de materiais de um motor Stirling Alfa melhorado, feito com seringas de vidro!

Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Adquira seu motor Stirling - vende-se motor Stirling caseiro!


Introdução:
Vende-se este protótipo de motor Stirling caseiro, atinge 845 rpm e transforma qualquer fonte de calor em energia elétrica, uma ótima escolha para apresentações escolares.

Vende-se motor Stirling caseiro
Este motor também pode ser comprado pelo mercado livre.


Vantagem: funciona qualquer tipo de fonte de calor, o que inclui a concentração focal dos raios solares, tornando-se uma energia 100% limpa.

Itens que acompanha o motor:
- uma lamparina a álcool;
- um gerador acoplado ao motor, com correia;
- uma lanterna com 8 leds e + 1 instaladas ao motor (total 9 leds);

Informações adicionais:
O motor possui um sistema de resfriamento a água, por períodos de até 5 minutos.

Dimensões:
Altura: 29 cm
Largura: 16 cm

Valor:
R$ 300,00 e frete a combinar.

Tratar:
Robson: wwwrobsonjose@gmail.com
Whatsapp (021) 98603-6370
Ou pelo (mercado livre)

Veja o vídeo do motor funcionamento:




                                                 Imagens de outro ângulo:





O vendedor é de confiança, eu recomendo!
Leandro Wagner.




Teste de atrito e vedação de um motor Stirling caseiro


Muitas pessoas me perguntam, "Porque o meu motor não apresenta o mesmo rendimento que o motor do Manual do motor Stirling?". A resposta está neste vídeo!



De uma forma geral, quando uma pessoa inicia a construção de seu primeiro motor, prontamente possui uma preocupação com as medidas ideias para fabricar um bom motor, porém o maior cuidado é com o atrito e a vedação, onde às vezes limita o desempenho do motor ou mesmo nem funciona.

Se o virabrequim com o pistão deslocador, estiverem praticamente sem atrito e uma boa vedação, já está garantido um bom funcionamento do motor, independente das medidas de curso que o motor tiver.

Algumas orientações:

- ao montar o motor, deve ser feito um teste de atrito do pistão deslocador dentro do cilindro quente, ou seja, ao movimentar o pistão deslocador ou mesmo girar dentro de uma segunda lata de alumínio, o peso dessa própria lata, deve ser suficiente para que essa lata permaneça parada no lugar, sem a necessidade de segura-lá. Porém evite deixar folga entre o pistão deslocador com as paredes do cilindro quente;

- ao girar o eixo (virabrequim) sem volante, como visto no instante "2:02" do vídeo acima, o eixo irá apresentar o movimento de vai e vem antes de parar por completamente. Caso isso não aconteça, o virabrequim pode estar empenado (torto) ou os mancais (moedas) com orifício muito justo;

- novamente deve ser repito o teste acima, porém desta vez com o pistão deslocador CONECTADO ao virabrequim e o pistão de trabalho DESCONECTADO do virabrequim, para verificação do atrito, como no instante "1:29", onde mesmo com pistão deslocador CONECTADO ao virabrequim, o eixo deve apresentar o movimento de vai e vem, antes de parar por completamente.

- neste modelo de motor, a vedação não é o ponto mais critico para que o motor tenha um simples funcionamento, porém se objetivo é ter um motor com um desempenho relativamente bom, a vedação do motor deve ser praticamente perfeita, como visto no instante "2:20".

O principal ponto de fuga de ar, ocorre na deformação do furo do primeiro cabeçote.



Neste caso, deve-se ter o máximo de cuidado ao furar o cabeçote, para que não tenha uma folga excessiva da haste do pistão deslocador. Também um extremo cuidado ao encaixar o cabeçote com o pistão sobre o cilindro quente, assim o furo do cabeçote não será danificado, evitando uma possível fuga de ar.

Outro possível local com fuga de ar, é na montagem do balão com as tampas e o sobre o cilindro frio.




Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.

Relatos e testes de potência realizados com o motor Stirling em latas de 1800 rpm


No vídeo abaixo, pode ser conferido novos testes desempenho:



Inicialmente após construir, o motor apresenta picos de 1860 rpm em rotação livre. No dia seguinte, em um novo teste, não passou os 1820 rpm. Uma semana depois, após um reparo no cilindro frio, iniciou-se uma novela, não passou dos 1700 rpm e assim a cada teste piorava até ficar em picos de 1350 rpm.

Minha primeira desconfiança, estava no pistão deslocador e nos mancais.

Então resolvi fazer a troca do pistão deslocador, que agora passou de 25 mm para 35 mm de comprimento, assim eliminando a área morta (10 mm) existente do projeto anterior, veja na fig. 1. Novamente caiu para 1400 rpm, porém o torque ficou maravilhoso, mesmo mantendo os mesmo cursos para cada pistão. Então de fato estava comprovado, não havia problemas com o pistão deslocador.

Manual do motor Stirling, pistão deslocador em lã de aço
fig. 1

Resolvi trocar os mancais (moedas fig. 2) de 5 centavos pelas de 10 centavos e piorou ainda mais, máximo 1350 rpm e constantes de 1220 rpm! Com essa alteração, novamente confirmei que eu estava no caminho errado.

Manual do motor Stirling, mancais feito de moeda de 10 centavos
fig. 2

Eu já estava ficando frustrado, quanto mais alterava, pior era o desempenho. Sinceramente, tinha vontade de colocar o motor no armário de tanta decepção!

O torque era o melhor de todos os meus motores de latinhas, mas não alcançava a incrível velocidade inicial.

Algum efeito físico, aerodinâmico, ou problema térmico do material estava ocorrendo, o atrito dos novos mancais em baixa rotação é aparentemente parecido como um rolamento, fuga de ar praticamente não existia para um motor caseiro! E ainda não havia uma explicação de concreto para o temido problema! Se motor não tivesse atingido 1800 rpm nos primeiros testes, eu não estaria encafifado.

O meu amigo Elton, comentou se esse problema poderia ser decorrente do cilindro quente (fig. 3)! Passei a analisar o comentário de Elton e em partes fazia sentido, pois foi o primeiro motor onde não usei uma lata da marca Coca Cola como cilindro quente! Então desmontei novamente e fiz um novo cilindro quente.

Manual do motor Stirling, cilindro quente
fig.3

Fiz os testes e finalmente a solução do temido problema!!!

Neste primeiro teste, o motor atingiu 1700 rpm, caindo até 1550 rpm e após de dois minutos em funcionamento, passou a funcionar em constante de 1600 rpm.

Como havia relatado, eu troquei o cilindro quente por um novo, porém ao desmontá-lo, entortei a haste do pistão deslocador, e constatei algo desagradável. Com o rápido movimento do pistão deslocador, a lã de aço compactou-se e soltou-se da haste, ou seja, o pistão tem 35 mm de comprimento, mas a lã se encontrava somente com 27 mm de comprimento e o restante transformou-se em uma lacuna aberta. Outra vez fiz um novo pistão deslocador e fixei uma chapinha no meio do pistão, para resolver esse novo problema, decorrente da alta velocidade.

Os resultados com gerador estão descrito abaixo, sendo que a temperatura da água variava entre 65 até 75°C.

Então realizei os primeiros testes com o gerador, com o novo o pistão deslocador de 35 mm de comprimento.

  4 leds          1179 rpm         3,89 V . 0,083 A = 0,32 Watts
10 leds          1130 rpm         3,43 V . 0,043 A = 0,30 Watts
30 leds          1180 rpm         3,31 V . 0,092 A = 0,30 Watts

Rotação livre, picos 1830 rpm e constantes 1600 rpm!

Este motor apresenta um desempenho melhor que a versão anterior (1600 RPM), tanto em velocidade, torque e potência.

Tenho vontade de medir a potência mecânica do motor, mas preciso primeiro uma mini balança de precisão. Este motor simples está com desempenho impressionante, da gosto de vê-lo em funcionamento!

Agora cheguei ao limite deste projeto simplificado, ainda existe possibilidades de melhorias no desempenho, mas é necessário alterar muitas coisas, dificultando a construção. Tenho uma leve desconfiança, que este projeto com um gerador adequado, seria possível produzir até 0,50 Watts. Também quero fazer um outro teste, com dois geradores simultaneamente, sugestão sugerida por Miro!

Existem inúmeras outras possibilidades de alteração:

- reforçar o virabrequim;
- dois volantes para estabilizar o motor;
- rolamentar o virabrequim;
- alterar o fundo do cilindro quente;
- alterar o curso do pistão de trabalho;
- substituir o diafragma por uma seringa de vidro 50 ml;
- fazer o balanceamento dos pistões;
- aperfeiçoar o fluxo de ar no forninho;
- fazer novos testes com um novo tipo de lamparina, para testar o limite de fundição do cilindro quente;
- instalar buchas no cabeçote, para aumentar a resistência;
- estudar uma maneira de resfriar o primeiro cabeçote;
- instalar uma bomba de água;


Principais medidas:

- Curso do pistão deslocador: 20 mm = 1800 RPM
- Comprimento do pistão deslocador: 35 mm;
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm ou 16 mm;
- O primeiro cabeçote com 60 mm de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata suporte que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm;
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm de diâmetro;


Lista dos materiais >>>
















Agradeço a todos que acompanham essa trajetória,
Atenciosamente Leandro Wagner.

domingo, 6 de abril de 2014

Esencial tener una baja fricción y sellado eficaz para la velocidad del motor Stirling.


Mucha gente me pregunta, "¿Por qué es mi motor no tiene los mismos ingresos que el motor del Manual Stirling Engine?". La respuesta está en este video!

En general, cuando una persona comienza a construir su primer motor, tiene de inmediato una preocupación con los pasos de ideas para la fabricación de un buen motor, pero no dan la importancia debida a la fricción o incluso el sello, que a veces limita el rendimiento el motor o no funciona.

Si el cigüeñal, con el pistón desplazador, son prácticamente sin fricción y una buena estanqueidad, ya se garantiza un buen funcionamiento del motor, independientemente del curso de medida que tiene el motor.

Ahora sigue algunas pautas que se deben seguir a la letra:

- Montaje del motor, una prueba debe ser de pistón desplazador fricción en el interior del cilindro caliente, el pistón desplazador para mover o girar en una segunda lata de aluminio, el peso de la lata debe ser suficiente para que el puede permanecer de pie en su lugar sin la necesidad de manténgalo en esa.

- Al girar el eje (cigüeñal) sin rueda, como se ve en el momento "02:02" video de arriba, el eje mostrará el movimiento de ida y vuelta antes de parar por completo. Si no lo ocurrir, el cigüeñal se puede doblar (torcida) o cojinetes (monedas) con el agujero es muy justo;

- Una vez más debe repetir el ensayo anterior, pero esta vez con el pistón desplazador CONECTADO con el cigüeñal y el pistón de trabajo cigüeñal DESCONECTADO para la verificación de la fricción, como en el presente "1:29", donde incluso con desplazador pistón al cigüeñal CONECTADO, el eje debe presentar la moción viene y se va antes de parar por completo.

- Este modelo de motor, el sello no es el punto más crítico para que el motor tiene un funcionamiento simple, sin embargo, si el objetivo es tener un motor con un rendimiento relativamente bueno, sellando el motor es prácticamente perfecto, como se ve en el momento "2:20 ".
El punto principal de la fuga de aire, la deformación que ocurre en la del agujero en primer cabeza, en este caso, hay que tener mucho cuidado para perforar la cabeza, por lo que no tienen juego excesivo del vástago del pistón desplazador. También extremo cuidado en el montaje de la cabeza con el pistón en el cilindro caliente, por lo que el agujero de la cabeza no será dañado, evitando posibles fugas de aire.
Otro lugar es posible con las fugas de aire en el conjunto del globo con las cubiertas y en el cilindro frío.

https://www.facebook.com/pages/Manual-do-motor-Stirling/292018690925248

https://plus.google.com/+ManualdomotorstirlingBlogspotBr/about:



Agradezco la atención de todos.
Leandro Wagner.

Medidas do virabrequim do motor Stirling Gama de latas de cerveja


Observação!!! Essa medida deste virabrequim é referente ao "Tutorial 2"!


Comprimento das dobras: cada dobra do virabrequim tem 14mm (1,4cm), sendo que o curso total de ambos os pistões será 28mm (2,8cm).

Diâmetro do eixo: este eixo é um raio de bicicleta em inox, com 2,5mm de diâmetro, conhecido como raio grosso.

Medida do virabrequim do tutorial do motor stirling gama em latas de alumínio


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Leandro Wagner.

Como funciona um motor Stirling Alfa?


O motor do tipo Stirling Alfa, possui um funcionamento diferenciado em relação ao Gama e Beta, é constituído por dois cilindros independentes, onde o pistão quente é responsável pela produção do movimento mecânico decorrente da variação de pressão e vácuo interno do motor. O pistão quente é totalmente visível, extremidade em que a biela é fixa, diferentemente do Gama e Beta.

O pistão frio é o responsável pela compressão e descompressão do fluído de trabalho "ar ou gás" no motor.

Este primeiro modelo, possui dois cilindros em paralelo.

O que é um motor Stirling Alfa e como funciona, What is a Alpha Stirling engine

Este vídeo explica o funcionamento do motor Stirling Alfa:




Este segundo modelo Alfa, possui os pistões em posição em um formato de "L", onde os pistões trabalham em um ângulo de 90°, ligados a um único ponto no virabrequim.

Manual do motor Stirling Alfa em 90º ou L invertido, What is a Alpha Stirling engine


Outro exemplo prático é este vídeo abaixo:




Este terceiro modelo Alfa, é conhecido por "Motor Stirling Ross Yoke", este é considerado uns dos modelos mais eficiente entre todos eles, devido o baixo atrito dos pistões sobre os cilindros.

Manual do motor Stirling Alfa Ross Yoke, What is a Alpha Stirling engine Ross Yoke


Neste vídeo abaixo, é possível assistir, uma explicação do funcionamento de um motor Alfa:




Como funciona um motor Stirling Alfa?

O pistão quente é o responsável pela produção do movimento mecânico decorrente da pressão e vácuo interno do motor.

O pistão frio é o responsável pela compressão e descompressão do sistema interno do motor.


Conheça o Tutorial de um motor Stirling Alfa simples >>>

Conheça o Tutorial de um motor Stirling Alfa, com uma melhora na potência >>>


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Leandro Wagner.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Como funciona um motor Stirling Gama?


Motor Stirling Gama

Este está entre o modelo mais conhecido, é constituído por dois cilindros independentes, onde o pistão quente (pistão deslocador) faz o deslocamento do fluído de trabalho (ar ou gás) entre a extremidade "quente e fria", suspenso por uma haste deslizantes sobre buchas, pelo centro do cilindro quente e este pistão é totalmente isolado e confinado do ambiente externo.



O segundo pistão, conhecido como pistão de trabalho, encontra-se separado do cilindro quente, diferentemente do Beta. Esse é responsável pelo trabalho do motor (compressão, expansão, descompressão e contração do fluído de trabalho).

Manual do motor Stilring Gama, What is a Gamma Stirling engine

Veja a explicação do funcionamento do motor Stirling Gama neste vídeo abaixo:





Veja neste vídeo onde o pistão de trabalho encontra-se ao lado da estrutura principal.




O segundo "Motor Stirling Gama" é um modelo onde os pistões se encontram em posição de "L", onde os dois pistões trabalham em um ângulo de 90° ligados a um único ponto no virabrequim.

Manual do motor Stirling Gama em 90º ou L invertido, What is a Gamma Stirling engine


Exemplo de um motor:



Todos os motores do modelo Gama, possuem um pistão deslocador suspenso por uma haste dentro do cilindro quente e o pistão de trabalho é responsável pela absorção da pressão, transformando em movimento mecânico, além de fazer a compressão e descompressão do ar.

Conheça o Tutorial de um motor Stirling caseiro Gama simplificado>>>


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Leandro Wagner.


Como funciona um motor Stirling Beta?


Motor Stirling Beta 

O motor Stirling Beta é constituído por um único cilindro, de dois pistões em linha, onde o pistão interno faz o deslocamento do fluído de trabalho "ar ou gás" entre as duas câmaras "quente e fria".

O segundo pistão, conhecido como pistão de trabalho, mantém suspenso o pistão deslocador, visivelmente aparente e responsável pelo trabalho do motor. Além de auxiliar no confinamento do fluído de trabalho no interior do motor.

Manual do motor Stirling Beta What is a Beta Stirling engine


Veja uma animação de um motor Stiling Beta simples:




Outro motor Stirling de configuração Beta com transmissão rômbica, também conhecido como "Stirling Beta Robótic", possui um diferencial no mecanismo aliado ao virabrequim. Este mecanismo reduz atrito do pistão de trabalho sobre o cilindro e da haste do pistão deslocador sobre o pistão de trabalho. Porque não ocorre a inclinação lateral da biela, como em um virabrequim convencional.

Veja um vídeo da parte interna de um motor Stirling Beta Robotico:



Este outro vídeo, mostra uma forma simplificada de um motor confeccionado com materiais recicláveis, para fins didáticos:



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Leandro Wagner.

Qual é a diferença entre o motor Stirling Gama e Alfa?


A principal diferença física entre os dois modelos está no pistão quente.

No Gama, o pistão quente (ou pistão deslocador), não possui contato com as paredes do cilindro quente, circulado em verde na foto abaixo e também é suspenso por um guia no fim do cilindro quente, circulado em vermelho.

No Alfa, todo o pistão quente possui contato físico na superfície interna do cilindro quente, circulado em verde na foto abaixo, também é visível pelo lado de fora e não necessita de guia, circulado em vermelho.

Diferença entre o motor Stirling Gama e Alfa, está no cilindro quente


No modelo Stirling Gama, o pistão quente está tolamente suspenso dentro do cilindro quente, onde não possui contanto físico com a parede do cilindro quente.




No modelo Stirling Alfa, o pistão quente é semelhante ao pistão frio, sendo que dois pistões possuem contato físico em toda a superfície interna do cilindro e pistão quente também possui umas extremidade aparente para o ambiente externo.

 

Regenerador: ele possui a função de absorver parte do calor que seria rejeitado pelo motor e depois pré aquecer o ar frio, permitindo assim uma maior eficiência desse ciclo. Acompanhe a diferença do funcionamento do motor com e sem o regenerador:


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Leandro Wagner.

Como fazer um pistão deslocador em lã de aço, para um motor Stirling caseiro em latas?



Este é um motor Stirling do modelo Gama para fins didático, onde foi priorizado materiais recicláveis de fácil aquisição, encontrados no cotidiano.

Abaixo encontra-se o vídeo de como fazer um pistão deslocador em lã de aço:




Lembro que este pistão deve ser praticamente transparente, para facilitar o deslocamento do ar pelo interior do pistão, que absorver parte do calor e reaquece o ar frio, ao retornar para a câmara quente.

Observação, procure projetar o motor, para que o pistão tenha pouco atrito no interior do cilindro, evitando o arrasto no movimento e reduzindo consumo energia mecânica produzida pelo motor.


Primeira imagem do pistão deslocador em lã de aço montado:

Manual do motor Stirling, pistão deslocador montando em lã de aço, caseiro
Pistão deslocador montado


Para construção do pistão deslocador em lã de aço, use duas tampas de latas de refresco/cerveja e afixe com conector de fio de luz a tampa superior.

Na (fig. 1) a tampa usada nas duas extremidade da construção do pistão deslocador.

Manual do motor Stirling, tampa para o pistão deslocador, caseiro
(fig. 1) tampa para a montagem do pistão


Na (fig. 2) é visualizado a fixação da tampa na extremidade superior do pistão, com um conector de fio de luz.

Manual do motor Stirling, conector de fio de luz fixado na haste
(fig. 2) fixação do conector de fio de luz


Este pistão deslocador possui 35 mm de comprimento (3,5 cm), todo em lã de aço, com 38 mm de curso total (3,8 cm), onde a haste do pistão deslocador possui um comprimento total de 140 mm (14 cm), porém o comprimento varia conforme cada projeto. recomendo primeiro fazer a medição no moto previamente montado.

Manual do motor Stirling, medida do pistão deslocador
(fig. 3) medida do pistão deslocador


Atenção: lembro que a lã deve ser enrolada extremamente fofa, até atingir o diâmetro do cilindro (68 mm) e praticamente transparente, como visto na (fig. 4 e 5).

Manual do motor Stirling, pistão deslocador feito em lã de aço, caseiro
(fig. 4) pistão deslocador transparente


Vantagem da lã de aço: ela regenera o ar, ou seja, quando o ar quente desloca-se para a câmara fria, parte do calor é absorvido pela lã e ao retornar para a câmara quente, o ar é pré aquecido antes mesmo entrar na câmara quente, atingindo temperaturas superiores ao pistão deslocador convencional.

Imagem vista em seu comprimento, sendo possível verificar a transparência do pistão (fig. 5), que facilita o fluxo do ar pela interna do pistão.

Manual do motor Stirling, transparência do pistão deslocador em lã de aço
(fig. 5) pistão deslocador transparente



Teste: ao inserir o pistão dentro do cilindro (lata de coca cola), o peso do pistão (16 gramas) deve ser suficiente para mover-se com a força da gravidade até fundo do cilindro, sem a necessidade de intervir com uma força externa. Isso representa pouco atrito do pistão deslocador sobre o cilindro quente.

O mesmo deve ocorrer ao puxar o pistão para fora do cilindro, onde o peso do cilindro deve ser suficiente para que permaneça no chão, sem a necessidade de segurar a lata.

Porém a lã deve encostar levemente no cilindro, justo e sem atrito.

Manual do motor Stirling, pistão deslocador e cilindro
(fig. 6) cilindro quente


Haste do pistão deslocador: é recomendado um raio de bicicleta em INOX e 2 mm de diâmetro (fig. 7) para a montagem do pistão, porque este tipo de raio é liso e rígido em relação aos demais raios de bicicleta, evitando um desgaste prematuro do cabeçote.

(fig. 7) Haste do pistão deslocador


Comprimento da haste: o comprimento do raio é definido antes do fechamento do motor, obtendo somente o comprimento necessário. Para isso, deve ser previamente montado todo o motor e depois cortar o raio no comprimento necessário.

Marca recomenda: fiz testes com as demais marcas de lã de aço, porém a Bom Bril leva vantagem pela malha de fios finos, boa qualidade e não é cortada, somente enrolada.

Manual do motor Stirling, conhecida como lã de aço ou palha de aço
Recomendo o uso dessa marca, devido a qualidade do material

Conheça o Tutorial completo deste motor Stirling Gama>>>>


Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Lista dos materiais usados no motor Gama mais rápido


Listas dos materiais:

Manual do motor Stirling, motor em latinha alterado para maior velocidade


- 3 latas de refrigerante ou cerveja 350 ml, 68 mm de diâmetro (6,8 cm), para o cilindro quente e os dois cabeçotes;
- 1 lata de cerveja 473 ml, 68 mm de diâmetro (6,8 cm), como suporte do virabrequim;
- 2 latas de pêssego 830 g, com 100 mm de diâmetro (10 cm), para o forninho e o sistema de resfriamento;
- 1 tampa de uma lata spray de cabelo 57 mm de diâmetro (5,7 cm), para o cilindro do pistão de trabalho;
- 1 tampa de amaciante de 45 mm de diâmetro (4,5 cm), para fazer a tampa "externa" do pistão de trabalho;
- 1 tampa de garrafa Pet de 30 mm de diâmetro (3 cm), para fazer a tampa "interna" do pistão de trabalho;
- 1 balão número 9 ou 10, para o pistão de trabalho;
- 1 câmara de motocicleta, (descartada em borracharia), cortada em uma tira, para colocar envolta do cilindro do pistão de trabalho afim de afixar o balão;
- 2 borrachinhas de dinheiro, para colocar em volta do balão na vedação sobre o cilindro de trabalho;
- 1 joelho de PVC de 20, que será o tubo que interliga os dois cilindros e ao mesmo tempo o suporte do cilindro de trabalho;
- 1 pedaço de cano de 20 mm (2 cm) de comprimento de PVC e 20 mm de diâmetro; 
- 1 rolinho de lã de aço da marca “Bom Bril”, testei as demais marcas, mas não obtive bom desempenho;
- 3 raios de bicicleta de 2 mm (conhecido por fino) todos em INOX, não recomendo os tradicionais;
- 1 raio de bicicleta de 2,5 mm (conhecido por grosso) em INOX, para biela do pistão de trabalho;
- 2 moedas de 5 ou 10 centavos, para os mancais (bucha de suporte para o virabrequim);
- 4 CDs para o volante;
- 1 gravadora de CD de computador ou aparelho de DVD estragado, para fazer o volante;
- 7 conectores de fio de luz 6 mm, encontrados em lojas que vendem material elétrico residencial;
- graxa, cola durepox, cola de silicone de alta temperatura disponibilizada em lojas de auto peças;


Principais medidas:

- Curso do pistão deslocador: 28 mm, o motor atinge picos de 1600 RPM e velocidades constantes de 1340 RPM;
- Comprimento do pistão deslocador: 20 mm;
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm ou 16 mm;
- O primeiro cabeçote com 60 mm de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata superior que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm;
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm de diâmetro;


Ferramentas usadas:

1 furadeira;
1 broca de 1,5 mm, 2 mm, 2,5 mm, 3 mm e 4 mm;
1 serrinha de cortar ferro;
1 mini morsa;
1 chaves de fenda, Philips, alicate de ponta e uma normal, martelo;
1 régua ou paquímetro de plástico;
1 graxa;
1 uma canetinha;
3 pregos;
1 estilete;
1 tesoura;




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Leandro Wagner.