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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Teste de atrito e vedação de um motor Stirling caseiro


Muitas pessoas me perguntam, "Porque o meu motor não apresenta o mesmo rendimento que o motor do Manual do motor Stirling?". A resposta está neste vídeo!



De uma forma geral, quando uma pessoa inicia a construção de seu primeiro motor, prontamente possui uma preocupação com as medidas ideias para fabricar um bom motor, porém o maior cuidado é com o atrito e a vedação, onde às vezes limita o desempenho do motor ou mesmo nem funciona.

Se o virabrequim com o pistão deslocador, estiverem praticamente sem atrito e uma boa vedação, já está garantido um bom funcionamento do motor, independente das medidas de curso que o motor tiver.

Algumas orientações:

- ao montar o motor, deve ser feito um teste de atrito do pistão deslocador dentro do cilindro quente, ou seja, ao movimentar o pistão deslocador ou mesmo girar dentro de uma segunda lata de alumínio, o peso dessa própria lata, deve ser suficiente para que essa lata permaneça parada no lugar, sem a necessidade de segura-lá. Porém evite deixar folga entre o pistão deslocador com as paredes do cilindro quente;

- ao girar o eixo (virabrequim) sem volante, como visto no instante "2:02" do vídeo acima, o eixo irá apresentar o movimento de vai e vem antes de parar por completamente. Caso isso não aconteça, o virabrequim pode estar empenado (torto) ou os mancais (moedas) com orifício muito justo;

- novamente deve ser repito o teste acima, porém desta vez com o pistão deslocador CONECTADO ao virabrequim e o pistão de trabalho DESCONECTADO do virabrequim, para verificação do atrito, como no instante "1:29", onde mesmo com pistão deslocador CONECTADO ao virabrequim, o eixo deve apresentar o movimento de vai e vem, antes de parar por completamente.

- neste modelo de motor, a vedação não é o ponto mais critico para que o motor tenha um simples funcionamento, porém se objetivo é ter um motor com um desempenho relativamente bom, a vedação do motor deve ser praticamente perfeita, como visto no instante "2:20".

O principal ponto de fuga de ar, ocorre na deformação do furo do primeiro cabeçote.



Neste caso, deve-se ter o máximo de cuidado ao furar o cabeçote, para que não tenha uma folga excessiva da haste do pistão deslocador. Também um extremo cuidado ao encaixar o cabeçote com o pistão sobre o cilindro quente, assim o furo do cabeçote não será danificado, evitando uma possível fuga de ar.

Outro possível local com fuga de ar, é na montagem do balão com as tampas e o sobre o cilindro frio.




Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.

Relatos e testes de potência realizados com o motor Stirling em latas de 1800 rpm


No vídeo abaixo, pode ser conferido novos testes desempenho:



Inicialmente após construir, o motor apresenta picos de 1860 rpm em rotação livre. No dia seguinte, em um novo teste, não passou os 1820 rpm. Uma semana depois, após um reparo no cilindro frio, iniciou-se uma novela, não passou dos 1700 rpm e assim a cada teste piorava até ficar em picos de 1350 rpm.

Minha primeira desconfiança, estava no pistão deslocador e nos mancais.

Então resolvi fazer a troca do pistão deslocador, que agora passou de 25 mm para 35 mm de comprimento, assim eliminando a área morta (10 mm) existente do projeto anterior, veja na fig. 1. Novamente caiu para 1400 rpm, porém o torque ficou maravilhoso, mesmo mantendo os mesmo cursos para cada pistão. Então de fato estava comprovado, não havia problemas com o pistão deslocador.

Manual do motor Stirling, pistão deslocador em lã de aço
fig. 1

Resolvi trocar os mancais (moedas fig. 2) de 5 centavos pelas de 10 centavos e piorou ainda mais, máximo 1350 rpm e constantes de 1220 rpm! Com essa alteração, novamente confirmei que eu estava no caminho errado.

Manual do motor Stirling, mancais feito de moeda de 10 centavos
fig. 2

Eu já estava ficando frustrado, quanto mais alterava, pior era o desempenho. Sinceramente, tinha vontade de colocar o motor no armário de tanta decepção!

O torque era o melhor de todos os meus motores de latinhas, mas não alcançava a incrível velocidade inicial.

Algum efeito físico, aerodinâmico, ou problema térmico do material estava ocorrendo, o atrito dos novos mancais em baixa rotação é aparentemente parecido como um rolamento, fuga de ar praticamente não existia para um motor caseiro! E ainda não havia uma explicação de concreto para o temido problema! Se motor não tivesse atingido 1800 rpm nos primeiros testes, eu não estaria encafifado.

O meu amigo Elton, comentou se esse problema poderia ser decorrente do cilindro quente (fig. 3)! Passei a analisar o comentário de Elton e em partes fazia sentido, pois foi o primeiro motor onde não usei uma lata da marca Coca Cola como cilindro quente! Então desmontei novamente e fiz um novo cilindro quente.

Manual do motor Stirling, cilindro quente
fig.3

Fiz os testes e finalmente a solução do temido problema!!!

Neste primeiro teste, o motor atingiu 1700 rpm, caindo até 1550 rpm e após de dois minutos em funcionamento, passou a funcionar em constante de 1600 rpm.

Como havia relatado, eu troquei o cilindro quente por um novo, porém ao desmontá-lo, entortei a haste do pistão deslocador, e constatei algo desagradável. Com o rápido movimento do pistão deslocador, a lã de aço compactou-se e soltou-se da haste, ou seja, o pistão tem 35 mm de comprimento, mas a lã se encontrava somente com 27 mm de comprimento e o restante transformou-se em uma lacuna aberta. Outra vez fiz um novo pistão deslocador e fixei uma chapinha no meio do pistão, para resolver esse novo problema, decorrente da alta velocidade.

Os resultados com gerador estão descrito abaixo, sendo que a temperatura da água variava entre 65 até 75°C.

Então realizei os primeiros testes com o gerador, com o novo o pistão deslocador de 35 mm de comprimento.

  4 leds          1179 rpm         3,89 V . 0,083 A = 0,32 Watts
10 leds          1130 rpm         3,43 V . 0,043 A = 0,30 Watts
30 leds          1180 rpm         3,31 V . 0,092 A = 0,30 Watts

Rotação livre, picos 1830 rpm e constantes 1600 rpm!

Este motor apresenta um desempenho melhor que a versão anterior (1600 RPM), tanto em velocidade, torque e potência.

Tenho vontade de medir a potência mecânica do motor, mas preciso primeiro uma mini balança de precisão. Este motor simples está com desempenho impressionante, da gosto de vê-lo em funcionamento!

Agora cheguei ao limite deste projeto simplificado, ainda existe possibilidades de melhorias no desempenho, mas é necessário alterar muitas coisas, dificultando a construção. Tenho uma leve desconfiança, que este projeto com um gerador adequado, seria possível produzir até 0,50 Watts. Também quero fazer um outro teste, com dois geradores simultaneamente, sugestão sugerida por Miro!

Existem inúmeras outras possibilidades de alteração:

- reforçar o virabrequim;
- dois volantes para estabilizar o motor;
- rolamentar o virabrequim;
- alterar o fundo do cilindro quente;
- alterar o curso do pistão de trabalho;
- substituir o diafragma por uma seringa de vidro 50 ml;
- fazer o balanceamento dos pistões;
- aperfeiçoar o fluxo de ar no forninho;
- fazer novos testes com um novo tipo de lamparina, para testar o limite de fundição do cilindro quente;
- instalar buchas no cabeçote, para aumentar a resistência;
- estudar uma maneira de resfriar o primeiro cabeçote;
- instalar uma bomba de água;


Principais medidas:

- Curso do pistão deslocador: 20 mm = 1800 RPM
- Comprimento do pistão deslocador: 35 mm;
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm ou 16 mm;
- O primeiro cabeçote com 60 mm de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata suporte que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm;
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm de diâmetro;


Lista dos materiais >>>
















Agradeço a todos que acompanham essa trajetória,
Atenciosamente Leandro Wagner.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Motor Stirling de latinha de 1600 RPM


Nessa página, é retratado como fazer para ter mais velocidade e potência em um motor Stirling em latas!


Este motor Stirling Gama feito totalmente em latinha, tornou-se meu motor mais rápido até essa data (17/03/2014) e eficiente dentro deste conceito de simplicidade.

Em rotação livre, atingiu picos de 1600 RPM e com velocidade constante de 1340 RPM.
Sua capacidade máxima na produção em eletricidade é 0,33 Watts, porém foi necessário a substituição de uma polia de menor diâmetro, para o gerador. Nessa simulação, o motor não ultrapassou a velocidade de 640 RPM.

Alterações fundamentais para a melhoria no desempenho:

- redução do curso do pistão deslocador (antes 38 mm) para agora um total de 28 mm (2,8 cm) e o pistão de trabalho (antes 18 mm) para os atuais 14 mm (1,4 cm);
- redução do comprimento do pistão deslocador, (antes 35 mm) e agora 20 mm (2 cm);
- redução do comprimento do cilindro quente (antes 105 mm) e agora 85 mm (8,5 cm);
- redução do diâmetro cilindro frio, que é uma tampa spray (antes 63 mm) e agora 57 mm (5,7 cm) de diâmetro;
- redução no diâmetro das duas tampas do pistão de trabalho (balão), tampa externa (antes 54 mm) agora 45 mm (4,5 cm). A tampa interna (por baixo do balão), que tinha um diâmetro (antes 40 mm) e agora com 30 mm (3 cm);
- utilização do joelho de PVC, que facilita o fluxo de ar entre o dois cilindros;




Acesse a listas de materiais deste motor >>>


Antes de mais nada, um item de grande importância, quando o objetivo é velocidade e possivelmente eficiência dentro de sua categoria, é a extrema atenção na eliminação de qualquer tipo de atrito.

Quando considerar que o seu motor está com baixo atrito, repense seu conceito. Para a realidade de um motor Stirling, é o item de maior comprometimento para bons resultados, obviamente que as fugas de ar não poderão existir!

Sugestão: mesmo com as medidas e características de um bom motor, se apresentar um pouco de atrito ou fuga de ar, dificilmente terá velocidades superiores à 1000 RPM ou nem funcionar.

Confira algumas informações fundamentais, com descrição de todos os possíveis pontos com atritos e fugas de ar >>>>>

O comprimento do cilindro quente foi reduzido (antes 105 mm ou 10,5 cm), para então os 85 mm (8,5 cm). Visto na (fig. 2)

Manual do motor Stirling, 85 mm de comprimento o cilindro quente
fig. 2


A lata do sistema de resfriamento (fig. 3), possui um comprimento total de 45 mm (4,5 cm).

Manual do motor Stirling, 45 mm de comprimento a lata do sistema de resfriamento
fig. 3


O pistão deslocador (fig. 4) é feito em lã de aço, sendo no projeto anterior de 35 mm (3,5 cm) de comprimento e agora 20 mm (2 cm) e a haste do pistão é um raio de bicicleta em INOX com 2 mm de diâmetro.
Lembro que o pistão deve ser praticamente transparente, para facilitar o fluxo de ar, pelo pistão quando o motor estiver em funcionamento.
Caso tenha dúvidas do procedimento, clique na figura 4.

Manual do motor Stirling, pistão deslocador feito em lã de aço
fig. 4


A tampa externa do pistão de trabalho (fig. 5), possui (antes 54 mm) e agora passa ter 45 mm (4,5 cm) de diâmetro, encontrados em vasilhames de amaciantes de roupa.

A tampa interna do pistão de trabalho, possui (antes 40 mm) e agora passa ter 30 mm (3 cm) de diâmetro, obtidos de garrafa de plástico de refresco ou refrigerantes de 2 litros, conhecidos como garrafa Pet.

Manual do motor Stirling, 45 mm de diâmetro a tampa externa do pistão de força
fig. 5


O cilindro frio do pistão de trabalho (fig 6), possui (antes 63 mm) e agora é de 57 mm (5,7 cm) de diâmetro, são tampas de latas de spray. O comprimento do cilindro frio é de 30 mm (3 cm).

Manual do motor Stirling, 57 mm de diâmetro o cilindro do pistão de trabalho
fig. 6


O joelho de PVC 20, é usado como suporte para o cilindro frio e um duto de locomoção para o fluído de trabalho "ar" entre os dois cilindros.

Foi usado cola durepoxi para a fixação do joelho no cilindro quente, sinalizado pela seta verde na figura 7.

Manual do motor Stirling, o joelho foi colado no cilindro com cola durepoxi
fig. 7


Também foi necessário, repassar cola de silicone de alta temperatura entre a lata do sistema de resfriamento e o joelho de PVC, para evitar vazamentos de água da lata de pêssego.

Manual do motor Stirling, o joelho de PVC 20
fig. 8


O curso do pistão deslocador foi reduzido 10 mm (1 cm), ou seja, agora num total de 28 mm (2,8 cm)(fig. 9), sendo que o deslocamento de vai e vem do pistão é consequentemente menor, além de reduzir automaticamente a vibração e o consumo de energia mecânica do motor, passando ter maior potência e rotação.

Manual do motor Stirling, 28 mm é o curso total do pistão deslocador
fig. 9

Foi levemente reduzido o curso total do pistão de trabalho (fig. 10) para 14 mm (1,4 cm), para proporcionar um bom equilíbrio no conjunto.

Manual do motor Stirling, 14 mm é o curso total do pistão de trabalho
fig. 10


A polia usado no eixo do motor, possui 42 mm (4,2 cm)de diâmetro (fig.11).

Manual do motor Stirling, 42 mm é o diâmetro da polia do motor
fig. 11


A polia usado no gerador (fig. 12), possui um diâmetro de 26 mm, onde foi possível obter 0,250 Watts em eletricidade, com uma carga de 10 Leds. Quando substituído por 30 Leds, o gerador passou a produzir 0,290 Watts.

Manual do motor Stirling, 26 mm é o diâmetro a polia do gerador
fig. 12


Também fiz uma substituição, por uma polia de 14 mm de diâmetro para o gerador, nesse teste o gerador produziu 0,330 Watts, porém a rotação o motor Stirling despencou para 650 RPM e na minha opinião, havia-se perdido toda emoção da boa velocidade e acabei optando pela polia da figura 12.

Manual do motor Stirling, polia do gerador
fig. 13


Na (fig. 14), é possível visualizar o gerador do motor, que nada mais é um motor de ejetar a fita cassete de um aparelho de vídeo cassete.

Manual do motor Stirling, foto do motor de ejetar a fita cassete de aparelho de vídeo cassete usado como gerador
fig.14


Na (fig. 15) estão às medidas das dobras do virabrequim deste motor.
Observação: a defasagem das duas manivelas, ainda continua sendo os 90°, ou seja, o pistão deslocador continua 1/4 de volta adiantado em relação ao pistão de trabalho.

Manual do motor Stirling, medidas do virabrequim para aumentar a velocidade e potência
fig. 15


Na (fig. 16), veja como ovalizar um lado do joelho de PVC para que o mesmo seja colado no cilindro quente.

Ovalizar o joelho de PVC com lixa, manual do motor Stilring
fig. 16


Na (fig. 17), está o cilindro quente com o furo, o joelho ovalizado com a lixa e a cola durepoxi.

fig. 17


Na (fig. 18), está colado o joelho de PVC no cilindro quente, reparem no nivelamento da parte superior do joelho de PVC com o cilindro quente.

O joelho de colado no cilindro quente, manual do motor Stilring
fig. 18


Na (fig. 19), é possível visualizar pelo lado interno do cilindro quente.

Vista interna do cilindro quente, manual do motor Stilring
fig. 19


Na (fig. 20), aqui está sendo concluída a colagem da lata do sistema de resfriamento.

Finalizando a colagem da lata do sitema de resfriamento, manual do motor Stilring
fig. 20

Introduzido um pedaço de cano PVC, (1,5 cm) de comprimento, para colagem do cilindro frio.

Manual do motor Stirling
fig. 21



                   



Conheça as novas modificações 
   para obter  1860 RPM >>>>








O que é um motor Stirling Gama?   O que é um motor Stirling Alfa?     O que é motor Stirling Beta?
O que é um motor Stirling Gama e como funciona, What is a Gamma Stirling engineO que é um motor Stirling Beta e como funciona, What is a Beta Stirling engine         O que é um motor Stirling Alfa e como funciona, What is a Alpha Stirling engine           

O que diferencia o motor Stirling Gama do Alfa >>>


Principais medidas:

- Curso do pistão deslocador: 28 mm (2,8 cm) = 1600 RPM
- Comprimento do pistão deslocador: 20 mm (2 cm);
- Curso do pistão de trabalho: 14 mm (1,4 cm) ou 16 mm (1,6 cm);
- O primeiro cabeçote com 60 mm (6 cm) de comprimento;
- O segundo cabeçote será a lata superior que da suporte ao virabrequim;
- O comprimento do cilindro quente: 85 mm (8,5 cm);
- O comprimento da lata do sistema de resfriamento: 45 mm (4,5 cm);
- Todos os raios são 2 mm (0,2 cm)de diâmetro em inox;
- O comprimento do cilindro frio é 30 mm (3 cm), com diâmetro de 57 mm (5,7 cm);
- A tampa externa do pistão de trabalho, possui 45 mm (4,5 cm) de diâmetro;
- A tampa interna do pistão de trabalho, possui 30 mm (3 cm) de diâmetro;


Confira a lista de materiais de outros modelos de motores Stirling:


Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Gama" feito em latas de cerveja!











Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Alfa" simples, feito com seringas de vidro!









   Manual do motor Stirling, Alfa, 1500 rpm caseiro
Confira a lista deste modelo>>>


Confira a lista de materiais de um motor Stirling Alfa melhorado, feito com seringas de vidro!

Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.

sábado, 1 de junho de 2013

Cabeçote de um motor Stirling



O primeiro cabeçote possui 60 mm (6 cm) de comprimento e o segundo com uma variação entre 50 mm (5 cm), até 60 mm (6 cm) de comprimento, visto na (fig. 1).

Manual do motor Stirling, dois cabeçotes
(fig. 1)

Cabeçotes feitos em latinhas de alumínio "refrigerante/cerveja", não necessitam de buchas (fig. 2), porém recomendo o uso de raios em INOX, para haste do pistão deslocador, além da lubrificação em graxa, evitando o desgaste prematuro do cabeçote.

Manual do motor Stirling, orifício para a haste do pistão deslocador
(fig. 2)

O segundo cabeçote é encaixado 10 mm (1 cm), sobre o primeiro (fig. 3).

Manual do motor Stirling, o cabeçote é encaixado 10 mm (1 cm)
(fig. 3)


Qualquer dúvida ou sugestões de melhorias, entrem em contato!
Leandro Wagner.


Tutorial 2, página 4 passo a passo, como fazer um motor Stirling caseiro


Virabrequim:


1ª) após a conclusão da dobra para o pistão deslocador, é introduzido o conector de fio de luz no virabrequim, que será usado na fixação da biela do pistão deslocador; 
2ª) primeiro o virabrequim é encaixado na lata de suporte pela parte curta, ou seja, o lado que será fixado o volante;
3ª) em seguida, é instalado as moedas com cola de silicone, como buchas para o virabrequim;
4ª) posteriormente com duas alicates, faço a dobra do pistão de trabalho, com a medida necessária.



Manual do motor Stirling, medidas do virabrequim feito em raio de bicicleta
(fig. 26) medidas do virabrequim



Vídeo da fabricação do virabrequim:





Volante:


Alinhamento de CDs: é utilizado um tubo como guia, para fazer o perfeito alinhamento dos 4 CDs, para a colagem um sobre o outro, na qual é usado cola de silicone de alta temperatura (fig 27).

Manual do motor Stirling, volante caseiro construído com 4 CDs
(fig. 27) construção do volante



Volante montado: na (fig. 28) é possível visualizar o volante montado, onde foi colado um conector de fio de luz com durepox, no centro dos CDs, para então ser fixado no virabrequim.

Manual do motor Stirling, volante caseiro construído com 4 CDs
(fig. 28) 4 CDs para o volante



Suporte: no verso do volante (fig. 29), foi utilizado um suporte retirado de um aparelho de DVD, com a finalidade de obter a centralização do volante, evitando trepidação ou desalinhamento.

Manual do motor Stirling, volante caseiro construído com 4 CDs
(fig. 29) volante com 4 Cds



Na (fig. 30) é visto o suporte para centralização do volante, sendo essa é máquina de um aparelho de DVD.

Manual do motor Stirling, máquina interna de um aparelho de DVD
(fig. 30) suporte do aparelho de DVD



Vídeo da fabricação do volante:





Gerador:


Gerador: recomendo como gerador um motor que, originalmente, é responsável pela ejeção da fita num aparelho de vídeo cassete (fig. 31). Este motor produz maior tensão (Volts) e pouca corrente (Amperes). É uma ótima opção para alimentar LEDs.

Vantagem: ele exige pouco energia mecânica do motor Stirling e gira facilmente (pouquíssimo atrito). É preciso lembrar que o motor Stirling, normalmente, gera pouca potência mecânica.

(fig. 31) veja outros exemplos de geradores

Lamparina:


Cuidados no manuseio: devido o aquecimento do combustível na tocha (lamparina), deve haver um pequeno furo de alívio ao lado do pavio, evitando que a pressão interna expulse o álcool.

Ponto de maior calor: na (fig 32), é possível verificar o ponto de maior intensidade o calor.

Manual do motor Stirling, ponto de maior intensidade calor
(fig. 32) confira outras informações



Como fazer a lamparina? Para quem tiver dúvidas quanto a construção da lamparina, deixo o vídeo abaixo com tutorial a disposição:




Manual do motor Stirling, gama, caseiro 700 rpm


Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Gama" feito em latas de spray!











Confira a lista de materiais de um motor Stirling "Alfa" simples, feito com seringas de vidro!











Confira a lista de materiais de um motor Stirling Alfa melhorado, feito com seringas de vidro!


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Leandro Wagner.